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VOU DEIXAR ESSE BLOG...
... ativado por enquanto, pra pensar melhor no que faço com os arquivos. Mas a partir de hoje estou no wordpress. Um abraço.
Escrito por marcelo montenegro às 13h00
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NO RJ

Escrito por marcelo montenegro às 11h46
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REGISTROS

Com Pierre Masato, há duas semanas, no lançamento de PESO PENA, na Coletivo Galeria. O blog da antologia continua a toda. Inclusive com uma antológica declamação de Jabulani, por mestre Ayala [que deve estar exultante com o Paraguai nas quartas de final] 
Com Mario Bortolotto, Marcio Américo e Sergio Mello no teatro Alfredo Mesquita, em 2004 (quando minha barba estava apenas começando a ficar branca). Tenho quase certeza que era o lançamento da primeira edição de Meninos de Kichute – Marcião lançará a segunda edição, agora em formato de bolso (antecipando o lançamento do filme), nos Parlapatões, dia 09 de julho, a partir das 19h. 
Com Fabio Brum no Festival da Mantiqueira, quando fizemos a primeira apresentação pública do PESSOAS FÍSICAS. Com a palavra, Chacal, el gran mestre-fundador: “A Poesia é um acontecimento sério. Afinal, usando a voz e o corpo, o som e o silêncio, é dito o que precisa ser dito. A Poesia é um divertimento diverso. Afinal são cantores que ali se desencantam. O Festival da Mantiqueira III demonstrou isso pela enésima vez. Todos saíram engrandecidos, leves e felizes pela apresentação pela primeira vez, enquanto grupo, do Pessoas Físicas Blues Band. Foram eles que representaram o CEP 20.000 nas altitudes de São Francisco Xavier, um sítio adorável, nos altos do Vale do Paraíba, esquina com Minas Gerais. Pessoas Físicas são: os poetas e funâmbulos Fernanda D'Umbra, Marcelo Montenegro, Ademir Assunção e eu e os guitarristas Fábio Brum e Marcelo Watanabe. Além disso dois Pessoas de primeira hora: nosso road, andarilho, paraguaio e hipster, Ayala e o poeta, festeiro e anfitrião exemplar, Osvaldo Rodrigues. Vamos dar linha a esse sonho: uma banda de poetas, um círculo de funâmbulos afinados”.
Escrito por marcelo montenegro às 12h47
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CHICO BACON NA COPA



Grande Caco Galhardo. Muito bom. Mais aqui. Depois vou querer escrever com calma minhas impressões sobre a copa – por exemplo, que o Fabio Capello parece o Roger Moore, que o Marcello Lippi lembra uma espécie sonsa e sem graça do Leslie Nielsen, que o Ribéry é a cara do Flavinho Vajman ou que o gol do Maicon me lembrou, em ângulo invertido, o do Amarildo em 1962. Por enquanto, assino embaixo das impressões do Chico Bacon. Caco, aliás, segue com sua primeira empreitada no teatro – Meninas da Loja, direção de Fernanda D´Umbra – em temporada nos Parlapatões, às quintas e sextas.
Escrito por marcelo montenegro às 09h48
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PESO PENA, o BLOG.
Escrito por marcelo montenegro às 11h18
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Escrito por marcelo montenegro às 10h01
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HOJE

Amor, então, também, acaba? Não, que eu saiba. O que eu sei é que se transforma numa matéria-prima que a vida se encarrega de transformar em raiva. Ou em rima. Lá em São Francisco Xavier, o Fabio Brum lançou pra mim e pra Fernanda D´Umbra a ideia de fazermos algo no dia dos namorados na Coletivo Galeria. Na hora me veio este poema do Paulo Leminski. E viajamos em fazer algo só com poemas, canções e crônicas de amores loucos. Infelizmente não vou poder ir. Quando avisei o Brum, o flyer já tava pronto. Além do Leminski (que tem também esse outro: “o amor, esse sufoco,/ agora há pouco era muito,/ agora, apenas um sopro//ah, troço de louco,/ corações trocando rosas,/e socos”), caso eu estivesse por lá hoje, falaria Boneca Semiótica, composição de Jards Macalé, Rogério Duarte, Duda e Ricardo Chacal. Que está num dos discos mais marcantes da minha vida, a obra-prima Aprender a nadar – ou Jards Macalé e Wally Saillormon apresentam a linha de morbeza romântica. Desconfio que essa letra - que no disco é embalada por um quase samba-canção - não acharia nada mal se fosse falada ao som de um blues:
Samba é sempre a mesma história "Nosso amor morreu na glória" A boneca foi embora Não obstante esqueceu os seus fantasmas
A paisagem é uma floresta De signos malignos que você desenhou Paisagem de fim de festa: rótulo roto, vidro partido Onde havia um sentido que você apagou
Você venceu com a sua lógica Digital e analógica Você não passa da programadora Do repertório redundante da minha dor
Escrito por marcelo montenegro às 14h36
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HOJE

Às 20h30, meus amigos Bernardo Pellegrini e o Bando do Cão sem Dono vêm diretamente de Londrina para o SESC Vila Mariana. Fazia um tempo que não via o Bernardo e o Marquinho Scolari tocando e tive esse gostinho sábado passado, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, com participação de outro grande amigo, grande poeta, Mauricio Arruda Mendonça, que, como ele escreveu em seu blog, é pai recente como eu. Grande noite. Do bate papo entre o Bernardo e o Mauricio mediado pelo Ademir Assunção ao show. E da noite que seguiu bar adentro, com direito à entrada em cena de um amigo inglês do Fabio Brum, um misto de beatnick e bluesman maluco que – olha o cartão de visita do cara – abriu para os Stones no Hyde Park. Bernardo e o Bando tão lançando CD novo: É isso que vai acontecer. Pura sofisticação. O que não é novidade pra quem já lançou discos fudidos de bonito como Dinamite Pura e Quero seu endereço. O Ademir Assunção, em seu livro Zona Branca, tem um poema chamado Em companhia dos cães sem dono. Não só, mas o poema faz referência à época em que todo o bando morava junto numa casinha da Vila Madalena que era um ponto louco de aglutinação afetiva naqueles anos 90. O Marião Bortolotto tem um personagem em Hotel Lancaster – feito pelo Henrique Napão Stroeter – inspirado no grande Edu Batistella – o cara que “só bate forte e colocado”, que também homenageei, num textinho chamado Referências. São grandes caras e grandes artistas. E o show de hoje traz o bando completo: Bernardo Pellegrini (voz e violão); Marco Scolari (piano, acordeom e voz); Edu Batistella (bateria); Felipe Barthen (baixo); Mizão (guitarra) e Marco Santos (teclado). Os ingressos custam R$12 e R$6 (meia). Segue um poema lindo do Mauricio Arruda Mendonça, que o Bernardo transformou numa música linda e gravou no seu primeiro CD, Dinamite Pura, e regravou agora, neste É Isso que vai Acontecer, com novo arranjo. O nome da música é Olha. E o do poema é Eu caminhava assim tão distraído, título do primeiro livro do Maurício: olha eu ando louco à procura de um olhar que como o seu me acalme um pouco e eu possa chamar poema salto de cervo lua de outono olha a parede se descasca poeira em tudo o que fica pense um pouco cinza de cigarro tubo de caneta não foi assim que eu te ensinei a mentir tenho febre algum tipo de dor mas ainda que eu erre olha velocidade é uma fissura da juventude solidão é um método maluco de saber quem está dentro de você quando a cidade inteira te odeia mas entre almas de jeans você segue olha nada na neblina além de borboletas transando estátuas se mexendo pessoas que se esqueceram de sorrir e você vai se matando de tanto dizer sim mas olha a chuva fina no asfalto a sua pele sobre o meu corpo pra sempre Mauricio Arruda Mendonça
Escrito por marcelo montenegro às 09h15
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SGANZERLA

“Meu fraco é mortandela” – Paulo Vilaça, no genial O Bandido da Luz Vermelha, do genial Rogério Sganzerla, a quem o Itaú Cultural dedica sua mais recente Ocupação, em cartaz até 18 de julho, com curadoria de Joel Pizzini. Imperdível.
Escrito por marcelo montenegro às 09h15
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ÚLTIMOS DIAS

Escrito por marcelo montenegro às 14h49
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OITO E MEIO

Parafraseando meu amigo Randall, essa vai ser a nona copa que acompanho. Incluo aqui a de 78, da qual lembro apenas de bons flashes: aquela sucessão de bolas na trave, o Amaral salvando gols em cima da linha, Leão defendendo bolas em dois tempos, Quiroga e a seleção do Peru abrindo as pernas para a seleção anfitriã, campos cobertos por chuvas de papéis picados, o golaço do Nelinho e uma narração específica do Luciano do Vale (“Goool da Itália... Bettega!”). O mais correto, então, seria dar uma de Marcello Mastroianni e brincar de Frederico Fellini: essa é minha copa oito e meio. E vou tar do jeito que mais gosto: trabalhando em casa, poderei ver todos os jogos. Não só. Poderei ver todos os bate-bolas e linhas de passe. E junto com meus filhos. Será a primeira Copa deles. Vejo nos dois, principalmente no Murilo, o que eu era quando criança. O quanto eu gostava de futebol. Lembro nitidamente de um golaço do Pita, na Vila Belmiro, driblando todos e o goleiro – mais tarde ele faria um gol muito parecido com a camisa do São Paulo –, que ouvi no rádio, embaixo do cobertor, com meu pai. Engraçado isso, né? Lembrar nitidamente de um gol ouvido pelo rádio. E os dois entrarão comigo embaixo das cobertas turbinados pelo encantamento que foi o time do Santos nesse primeiro semestre. Tenho muitas observações sobre esse time – ridículo, por exemplo, o Neymar dizendo que daria outro chapeuzinho no Chicão –, mas, como disse o Mauro Cezar Pereira, nunca vi tanta “dunguice” pra falar de um time como aconteceu com esse do Santos. Vai aqui um palpite: Argentina. Seria fantástico se os hermanos ganhassem. E com a cereja bem-humorada e politicamente incorreta do bolo que é o Maradona no banco. Time, no papel – acrescido de um ótimo amistoso contra a Alemanha – eles têm, de sobra. Mais que palpite, então, é quase, quase uma torcida. Definitivamente, não me sinto à vontade em torcer para um time que tem o Dunga no banco. Definitivamente, não me sinto à vontade em torcer para um time que tem Felipe Melo (meu deus do céu) como titular. Que tem o Kaká como “o cara”. À parte sua carolice estúpida – deprimente a entrevista de sua mulher na Folha de SP semana passada –, gosto do futebol do Kaká. Mesmo. Mas não tem O MENOR pingo de personalidade pra ser “o cara”. Como o Romário em 1994 (e desde já peço perdão pela heresia, apesar de JAMAIS colocar em termos de comparação jogadores e pessoas tão díspares como Kaká e Romário). Mas é que o Romário é didático nesse caso. Alguém que teve manha e a personalidade de ser uma ilha de futebol e encantamento (não disse que eu ia brincar de Frederico Fellini?) cercado por um time mesquinho de todos os lados. Nas eliminatórias, tive uma visão aterradora quando o Brasil ganhou da Argentina. Claro que eu torci para o Brasil. Mas foi desolador olhar para os respectivos bancos, no finzinho da partida, e ver alguém como o Dunga vibrando, de um lado, e alguém como o Maradona, de cabeça baixa e a mão no queixo, de outro. Isso é EXISTENCIALMENTE desolador. Já escrevi sobre isso por aqui. Como no belíssimo poema “Geração Paissandu”, de Paulo Henriques Britto (“Fui jovem, com a sede de todos,/ em tempo de seco fascismo./ Por isso não tive pátria, só discos”), sou santista, torço para a seleção, mas a única pátria que existe no futebol para mim é o próprio futebol. Uma pátria que vai de Platini a Pita. Ou, como sempre falo, também, da dicotomia Sócrates-Raí. Não entabulo dois segundos de conversa com quem acha que o Raí foi melhor que o Doutor. É algo que está além do futebol. Como 1982, por exemplo. Aquilo não foi simplesmente uma copa. Parafraseio agora um texto do Joca Reiners Terron: eu entrei no jogo contra a Itália como uma criança e sai dele como um adulto de barbas brancas (cito de memória, viu Terron?). O fato é que há um trópico de capricórnio, amacórdico, claramente traçado na minha vida ali. O PVC disse outro dia uma coisa bacana, repetindo a pergunta que os medíocres adoram fazer: “Você prefere ganhar como em 1994 ou perder como em 1982?”. E o PVC: “Eu prefiro ganhar como em 2002”. Gostei do Brasil na Ásia. Do voo impressionante do Ronaldo contra a Turquia – né, Randall? –, passando pelo futebol de primeira do Rivaldo e pelo Marcos – gênio – no gol, até o Felipão no banco. Do qual tenho todas as reservas do mundo como técnico, mas não tenho como deixar de admirar um “sujeito emocional” – pra forçar um pouco minha brincadeira, um misto entre Anthonny Quinn e Giulietta Masina em La Strada – como ele. Gosto bastante do time da Inglaterra também. Talvez a junção entre jogadores talentosos e um retranqueiro de marca maior como o Capello dê liga. E acharia legal se a Espanha ganhasse. Timaço. Até a Holanda eu acharia legal se ganhasse, o que seria uma espécie de justiça histórica. O que não quer dizer nada, já que o futebol, como a vida, dá de ombros para conceitos como esses. Sem contar que aí entra o que falei do Kaká. Na hora do vamos ver, Brasis, Itálias e Alemanhas pífias acabam sendo melhores que quaisquer Espanhas e Holandas geniais.
Escrito por marcelo montenegro às 10h06
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ENTREVISTA
na Radio UNESP, programa Perfil Literário, comandado por Oscar D´Ambrosio. Quem tiver a fim de dar uma sapeada, aqui. Como são muitas entrevistas - tô ouvindo agora a do Reinaldo Moraes, alguns números abaixo da minha - é mais fácil achar pelo número: 392.
Escrito por marcelo montenegro às 08h38
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SÁBADO

Escrito por marcelo montenegro às 15h57
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RADIO
BATATA
Escrito por marcelo montenegro às 15h54
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OS SÁBADOS MORREM DE MADRUGADA
O mais velho revelava uma pinta no canto esquerdo do lábio que repentinamente desapareceu ao sorrir para abraçar o outro. As marcas do riso o envelheceram trinta anos, desde aquela manhã em que se feriu, pela primeira vez sem chorar, nos arames farpados que circundavam o bosque nos fundos do colégio. O outro, o de olhos verdes, quase não sorriu, que o coração se descoloria no peito, mas cumprimentou o amigo como nunca o fizera antes. A noite pronta acendeu os bares. Wilson Bueno (1949-2010), o homem que escreveu, em Bolero´s Bar, que “o milagre é modesto, senhores, mas pode comover um homem distraído”.
Escrito por marcelo montenegro às 08h07
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