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PATIFE BAND

Porra, não dá pra ir. Uma das minhas bandas favoritas, hoje, às 18h, em formação que nunca vi – Paulo Barnabé (voz, bateria), Paulo Braga (piano) e Matheus Leston (sintetizador). Na Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Av. Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros), dentro do projeto Liras Paulistanas. Na foto, capa do único disco da Patife (descontando o EP Patifinho), de 1987, obra-prima.
Escrito por marcelo montenegro às 18h05
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SOBRE BIENAIS, ESCOLHAS E BLABLABLÁ
Desde quinta-feira tá rolando um evento no Salão de Idéias, no estande da Volkswagen, na Bienal do Livro. Na abertura teve debate sobre poesia brasileira contemporânea com o Antônio Vicente Seraphim Pietroforte e o Claudio Daniel, que acabou de assumir a direção da Casa das Rosas (boa sorte Claudio, e valeu pelos convites todos). Participo na terça-feira (programação abaixo) junto com o Paulo Ferraz e a Greta Benitez. Lembro que quando me apresentei no Tordesilhas – Festival Ibero Americano de Poesia –, conversei com a Virna Teixeira sobre o absurdo que era um projeto patrocinado pela Nossa Caixa não pagar um cachê (simbólico que fosse) pros escritores participantes. A mesma coisa agora. Como no Tordesilhas, topei fazer, e, como a Nossa Caixa, a Volkswagen não paga um centavo. “Mas é uma puta divulgação, né?”, é o que dizem. Sim, também acho, em certo sentido. É bom pra caralho falar e conversar sobre o seu trabalho, botá-lo na roda, falar seus poemas em público etc. Vira e mexe participo de eventos literários, ganhando ou não. E vou continuar participando, ganhando em uns, não ganhando em outros, topando participar de uns, não topando em outros. Agora: uma coisa é participar de eventos literários ao lado e com organização, na raça, de grandes amigos. Outra, completamente diferente, é estar ao lado de marcas como as aqui citadas sabendo que não tem grana (não tem grana??). A culpa não é da Virna nem da Casa das Rosas – que organizaram com a maior das boas intenções tanto o Tordesilhas quanto este lance na Bienal. Talvez, topando participar, e publicando isso, desse jeito, sem aprofundar muito – Raul: “quem será o desgraçado dono dessa zorra toda?” – e, aproveitando, leiam a coluna do Marcus Sokol na última Rolling Stone e leiam Jotabê Medeiros –, eu esteja apenas assinando meu atestado de completo idiota. Pode ser, acho que não, não sei. O fato é que topei e, conscientemente, escolhi participar, acho mesmo que vai ser bacana estar ali, mas, repito: é um puta de um ABSURDO empresas como estas não pagarem porra nenhuma aos escritores. Meu amigo Ademir Assunção – que participou ontem do lance junto com o Marcelo Tápia e o Donny Correia – postou na sua Espelunca algo melhor e muito mais abrangente. Leia, é muito sério. E, claro: quem estiver a fim, pinte por lá. Os encontros são sempre às 19h30, com um apresentador entrevistando dois escritores que na seqüência lêem seus textos.
16/08, sábado
Santiago Nazarian e Índigo
Apresentação: Andréa Del Fuego
17/08, domingo
Paloma Vidal e Márcia Bechara Apresentação: Claudiney Vieira
18/08, segunda-feira
Donny Correia e Danilo Bueno
Apresentação: Tatiana Fraga
19/08, terça-feira
Paulo Ferraz e Marcelo Montenegro
Apresentação: Greta Benitez
20/08, quarta-feira
Andréa Catrópa e Rafael Daúde
Apresentação: Donny Correia
21/08, quinta-feira
Tatiana Fraga e Greta Benitez
Apresentação: Frederico Barbosa
22/08, sexta-feira
Claudinei Vieira e Rui Mascarenhas
Apresentação: Claudio Daniel
23/08, sábado
Ana Rüsche e Allan Mills Apresentação: Tatiana Fraga
Escrito por marcelo montenegro às 13h40
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PARCEIRO

Eu e Fábio Brum na Coletivo Galeria - essa foto é sua Pierre? - num dos Desconcertos – versão Poetas na Galeria – organizados pelos amigos Bactéria, Claudinei Vieira e Ester Laccava. Se eu fizesse uma série do tipo “porque sou amigo destes caras”, poderia abri-la, por exemplo, com um post como esse do Brum.
Escrito por marcelo montenegro às 12h39
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DON´T LOOK BACK IN ANGER
“Faz um tempo já – mais de 10 anos – quando ouvi pela primeira vez a canção Don’t look back in anger, de Noel Gallagher – ela figura no ótimo álbum (What’s the story) Morning glory? de 1996. Desde aquele dia, ouço-a com muita (talvez exagerada) freqüência. Ultimamente, com o advento do MP3, ouço-a diariamente no trajeto triste de Çantandré a Barra Funda. Ele traz sol para a mente. Faz já uns outros tantos anos que escrevi algo sobre essa chanson em meu blog anterior. O texto afogou-se no mar digital. Dele (from that old prose), lembro-me de que, conversando com o meu amigo Marcelo Montenegro, este me confessou que sempre quis escrever um conto em que essa canzone aparecesse (...) Lembro-me de um texto do brother Mário Bortolotto, ao comentar meu postado, em que ele dizia gostar muito também desta english song”.
Já disse por aqui, que, pra mim, uma puta canção é um tipo de milagre. Tem um verso que tá no Orfanato Portátil: “algumas músicas a gente nunca sabe se são alegres/ ou se são tristes/ do ponto exato onde deram o nó”. E das bandas mais recentes ninguém chegou tão perto disso quanto os vândalos líricos brothers do Oasis com Don´t look back in anger. Não cheguei a fazer esse conto, mas devo dizer que quando adquiri um mp3 essa canção foi devidamente inclusa na primeira fornada que joguei lá pra dentro. O Marião, até onde sei, também tem no dele e, se não me engano, ele sim chegou a botá-la num texto seu. Caralho, que música bonita... E o Fabiano Calixto não só retomou em seu blog essa nossa conversa antiga – trecho acima –, como postou, aproveitando pra homenagear uma ex-namorada, uma, segundo ele, fast-tradusong da música:
Não olhe para trás com raiva
Entre dentro do centro de sua mente
O que haverá lá de tão latente?
Uma Pasárgada guardada?
Disse-me que jamais passara lá
Mas tudo que pode encantá-la
É respiração de um fantasma
Então faço uma revolução na minha cama
Você disse que meu cérebro está em chamas
Passeie na orla da primavera lá fora
Ponha-se rente à fala do fogo
Tire esse olhar duro do rosto
Você jamais incendiará meu coração
Então, Juliana, pode esperar
Você sabe, agora é tarde para passeios de mãos dadas
Sua alma partiu-se como um vaso vazio
Não olhe para trás com raiva – alguém disse
Me leve para onde você for
Onde não há dia, nem há noite
Mas não ponha a fatia doce de sua vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Então, Juliana, pode esperar
Você sabe, agora é tarde para passeios de mãos dadas
Sua alma partiu-se como um vaso vazio
Não olhe para trás com raiva – alguém disse
– ... pelo menos não hoje
Escrito por marcelo montenegro às 10h28
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JOCA RASIF

Muito bom: no último Vocabulário - versão "nada sincronizado" -, Joca Reiners Terron ao lado de Ney Piacentini, flagrados em pleno "Não sei & Ninguém", das mais aguardadas, memoráveis e becketianas apresentações da noite.
Falando em Vocabulário, Marcelino Freire - que, junto comigo, Chacal e Scott integra o brilhante e brancaleônico grupo dos (apud Joca) desorganizadores da parada - lança hoje, a partir das 19h, no próprio b_arco, seu livro novo de contos, Rasif - Mar que Arrebenta, com gravuras de Manu Maltez.

Escrito por marcelo montenegro às 10h22
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Escrito por marcelo montenegro às 22h29
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Pré-Estréia do filme dirigido por Reinaldo Pinheiro, baseado em “Nossa Vida não vale um Chevrolet”, do meu amigo Mário Bortolotto – só pra lembrar: restam mais duas apresentações da peça, nesta e na próxima sexta, à meia-noite, nos Parlapatões. Hoje será lançada ainda uma nova versão em livro, pela Via Lettera, e a noite se encerra com pocket-show da Saco de Ratos Blues.
Escrito por marcelo montenegro às 14h39
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