
Perdi a exibição, esses dias, na Galeria Olido – dentro do In-Edit Brasil – de Jards Macalé: Um Morcego na Porta Principal, dirigido por Marco Abujamra e João Pimentel. Teve até show do cabra na seqüência. Peloamordedeus, isso vai sair em DVD? Vai passar no Canal Brasil? Alguma outra possibilidade deu ver isso? A fissura subiu mais ainda lendo o belo relato da noite pelo brother Rodrigo Carneiro, que esteve lá. Leia aqui. Há um tempo atrás, a Revista Etcetera fez um especial: Os Melhores Discos de Nossas Vidas. Participei com um texto sobre o primeiro do Macalé, que, como para o Rodrigo, também é um dos meus heróis.
Escrito por marcelo montenegro às 11h28
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“Junto à de Italo Svevo, outra morte admirável, que assegura sua fama de gênio e de figuraça até a sepultura: ‘Se minhas fontes são fidedignas, Buster Keaton teve um final exemplar. Alguém, ao lado de sua cama de enfermo, observou: “Já não vive mais”. “Para saber isso”, respondeu outro, “tem que lhe tocar os pés; as pessoas morrem com os pés frios”. "Joana D’Arc, não”, disse Buster Keaton, e caiu morto.” [Enrique Vila-Matas, citando Bioy Casares; "El viajero más lento", Anagrama, 1992.] - Via Sorte & Azar S/A
Escrito por marcelo montenegro às 08h40
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Um ano de trampo. Na verdade é mais. Conto a partir da hora em que nós, do roteiro, começamos a trabalhar. Um ano bolando as características de cada personagem, as histórias todas e os 13 roteiros da primeira temporada. É um puta trampo. Pesado. Não só porque te exige muito, e exige, mas porque eu sou assim também. Se topei a parada, vou até o fim. E se o melhor de mim – com o perdão da rima e da breguice – não tá lá, não sossego, a cabeça não para, é uma desgraça. Coisa de doente mesmo. Daí que tenho escrito poucos poemas. Mas na boa. Só pra constar, nesse meio tempo saí em duas antologias: Fomes de Forma (Demônio Negro), organizada pelo Antônio Vicente Seraphim Pietroforte; e XXI Poetas de Hoje em Dia(ante) (Letras Contemporâneas), organizada por Aline Gallina e Priscila Lopes. Tenho uma coletânea misturando meu livro novo – Hemingway Hotel – a algumas coisas do Orfanato Portátil esperando resposta de duas editoras. Se demorarem, lanço por conta própria. Não tenho pressa, mas também não sei direito, nem tenho muito saco, pra lidar com essa parte. Só sei que faz mó cara que eu tô sem livro na mão e isso é uma merda. Mas voltando à série tem sido uma baita experiência legal. Não só pela minha parte no trabalho e o cotidiano sempre divertido – mesmo nos dias de “empacamento” geral – da sala de roteiristas. Mas também por poder acompanhar de perto o processo todo, descer na edição, ver o primeiro corte de algum episódio, ver os caras trampando na vinheta de abertura, as leituras, as reuniões pra discutir a trilha sonora com o Rodrigo Coelho, produtor musical da série e blablablá. Sempre fui fissurado em televisão. Na mesma proporção, aliás, do quanto acho a TV subaproveitada. Se falar só de canais abertos então, o açougue é geral – e olha que adoro ver umas bostas. Então isso foi bom também. Ter essa primeira experiência com ficção na TV numa produtora que tem uma visão legal, inteligente, esperta, de TV. Uma puta rapaziada talentosa e gente finíssima, em especial os criadores da série, o Rodrigo Castilho – head-writer – e o Luca Paiva Melo – diretor de conteúdo da Mixer. E, bom. Quanto à série, tá ficando bacana pra caralho. Entretenimento honesto, divertido, sofisticado e com uma puta leveza. Tomara que a molecada, e as pessoas de um modo geral, gostem. Eu gosto. Mas agora é com quem for assistir. Até porque tudo que falo aqui, óbvio, é mais que suspeito. E segunda tem lançamento do Pornopopéia do Reinaldo Moraes na Mercearia. Esses dias eu e o Marião Bortolotto ficamos lembrando passagens do livro e rindo. Falamos também 1) o quanto o livro é de uma literatura absurda, e o quanto o Reinaldo é um escritor fudido, mas que, 2) provavelmente muitos babacas não levarão o livro a sério "vendo" só a putaria da coisa. Mais ou menos como eu falo no meu poema Filme: "algumas pessoas são incapazes de tirar a literatura do sério". Azar o deles. Marcelo Mirisola escreveu sobre o livro aqui. 
Escrito por marcelo montenegro às 21h23
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