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Desde criança acompanho todas as Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos, sem contar, obviamente, as Copas do Mundo. Vi Carl Lewis, Edwin Moses, Joaquim Cruz, Ben Johnson e as unhonas da Florence Griffith Joyner. Lembro quando o Maradona, muitos anos depois, no auge da loucura, gordão e de cabelo amarelo, contratou o Ben Johnson pra ser seu personal trainner. Hilário ver aquele bando de fotógrafos barrados na porta da casa do argentino no “primeiro dia de aula”. Ele deve ter rido muito - essa deve ter sido sua intenção aliás - com o episódio. Antes do Michael Phelps, vi o Michael Gross, vulgo Albatroz, nadador alemão que lembrava o Drago, do Rock IV. Ele ganhou o ouro nos 400m medley em 1984, prova em que o Ricardo Prado ficou com a prata. Nos Pan-Americanos vi aqueles dois jogos históricos de basquete: o Brasil vencendo os EUA no basquete masculino – Carioquinha, Marquinhos, Marcel, Guerrinha, Gerson, como acompanhei essa geração! Cheguei a ser torcedor do Sírio, lembro de uma final fantástica contra o Corinthians, que tinha o Adilson e o Rock Smith. No feminino, inesquecível o Fidel Castro brincando com a Paula e a Hortênsia na hora da premiação. Vi o Oscar, na arquibancada, em 1992, filmando um jogo do primeiro Dream Team americano. Puta-que-o-pariu: Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird, Scottie Pippen, Charles Barkley! Mas, desde a última Olimpíada – ele rindo e tirando uma onda praquela câmera lateral, no sprint final dos 100m, foi inacreditável! –, e agora com esse mundial, porra, que figura esse Osain Bolt. Nunca a distância entre o primeiro e os demais foi tão grande. Nos 100m sempre foi pau a pau. O cara simplesmente tirou a tensão – ao menos pra quem assiste – da prova mais tensa e nobre do atletismo. Praticamente um harley globetrotter, um tião macalé do atletismo.
Escrito por marcelo montenegro às 10h06
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A GUERRA DE ARTURO

Em algum ponto nebuloso dos anos 90 eu estive no Festival de Cinema de Curitiba. O curta A Vida no Concreto, do brother Robson Timóteo, foi selecionado pra mostra competitiva. Eu e outro amigo, o Piti, fomos pra ficar vagabundeando pela cidade. Lembro que a gente bebeu tanto nessa viagem, que quando chegávamos no cinema pra ver aquelas sessões de 1 hora e lá vai pedrada de curtas – quase sempre chatos, solenes, "multiculturais" e/ou experimentais no mau sentido – dava um puta alívio. Eu dormia a sessão inteira. Era chegar, se aconhegar naquelas cadeiras confortáveis, e dormir o que eu não conseguia dormir por ficar a noite inteira bebendo. Obviamente que sono e ressaca não são as condições ideais pra se encarar uma sessão de curtas num festival. Deve equivaler mais ou menos a bater uma feijoada e ir correr uma maratona. Mas, apesar da história ser verdadeira, ela não deixa também de ser uma metáfora. Sou fissurado em cinema, e adoro curta. Mas essas sessões, com todo o respeito, costumam ser bem cansativas. O mais comum é que você precise passar por um monte de 1) coisas ruins, 2) mais ou menos, 3) pretensiosas e/ou 4) todas as anteriores pra conseguir ver um, quando muito dois, que são bons. Sim, estou generalizando e, como diria o Nilsão Primitivo, “espero não ser preso por isso”. Tava inclusive conversando sobre com a Paulinha Szutan, amiga que acaba de chegar de Gramado com três Kikitos que o seu curta, Teresa, levou: Melhor Curta, Melhor Direção e Melhor Montagem. Bom. Tô falando isso porque no Festival Internacional de Curtas, que começa por esses dias aqui em SP, vai rolar A Guerra de Arturo, com roteiro do Cassio Koshikumo, comparsa – assim como a Paulinha – durante um ano na sala de roteiros da primeira temporada de Descolados, que, aliás, continua passando na MTV toda terça-feira às 23h30 (com reprises aos sábados e domingos). Sei que esse post é provavelmente a propaganda mais desestimulante que se tem notícia. Mas clica aqui pra assistir o trailer. É muito divertido, diferente e bem feito. Dá mó vontade de ver. Tem a Maíra Chasseraux e o Renato Consorte no elenco e a direção é de Júlio Taubkin e Pedro Arantes. Rola nos dias 23/08 (17h00 – CineSesc), 24/08 (16h00 – MIS), 25/08 (18h00 – Cineclube Grajaú), 26/08 (17h00 – Cinemateca – Sala BNDES) e 28/08 (11h00 – FAAP).
Escrito por marcelo montenegro às 12h08
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Um brinde ao grande Tulípio, criação dos amigos Edu Rodrigues e Paulo Stocker, que ganhou o HQMIX na categoria Publicação de Cartuns. A entrega dos prêmios vai ser sexta-feira. Puta notícia.
Escrito por marcelo montenegro às 09h33
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BROTHERS IN ARMS
A poesia é a única prova da existência da alma que conheço. Não é preciso história, muito menos lógica, basta a voz que funda a singularidade. > Paulo Scott
poesia parte da necessidade de se falar alguma coisa. a partir daí, saber formatar a cláusula ou burilar a pedra. (...) acredito que se alguém tem algo a dizer, a língua deve ser parceira nessa necessidade. se não tivermos, podemos aprender os truques e esperar que a qualquer hora, a precisão seja dupla: a do que falar e a de como falar. mas até lá, vamos trocar emails e escrever sobre a lua vaga. > Chacal
Escrito por marcelo montenegro às 10h56
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