ORFANATO PORTÁTIL - Marcelo Montenegro


CHECK UP GERAL

Uma pancada de coisas na Balada do Marcelino Freire. Clica aqui. Tarei na exposição de fotos “Cara de Escritor”, do Edinho Kumasaka, na Livraria da Vila e no B_arco. E na Antologia Tribêbada, junto com Ademir Assunção, Bruna Beber, Ana D’Angelo, Emilio Fraia e Maria Alzira Brum. O lançamento é sábado na Mercearia, às 21h. Projeto da Dulcinéia Catadora e do grande Marquinhos. Mandei três textos curtos: “Melodrama Blues”, que nunca tinha publicado, uma brincadeira mais antiga (na verdade um dos primeiros posts do meu primeiro blog), e um frankstein lírico juntando vários versos de vários poemas meus chamado “Sanatório Montenegro”.

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Como tenho andado pouco por aqui, um check-up geral na situação: outro dia vi um pedaço de uma entrevista da tal menina da saia curta na faculdade. Meu deus. Fico sabendo pela matéria que ela já tentou, por exemplo, se inscrever mais de uma vez em bigbrotheres, o que explica várias coisas. É triste, quase engraçado, ver esse bando de gente defendendo uma garota que como diz meu amigo Nilo Oliveira “está longe de ser este símbolo da “liberdade" contra "o fascismo inerente à juventude atual”. Sempre lembro do Nelson Rodrigues dizendo numa crônica sobre a passeata do 100 mil: lá vai o Arnaldo Jabor gritando abaixo a fome chupando um sorvete de duas bolas. Claro, tem os “linchadores”, uma merda, mesmo. Mas pra mim ela e eles estão no mesmo saco. Um festival generalizado de burrices. Leia o texto do Nilo aqui, é mais ou menos o que penso de tudo: “O Fascismo e a Bunda” ### Vi esses dias o Ricardo Gomes no Cartão Verde. Gostei. Quando perguntado sobre quem jogou mais, Sócrates ou Raí, achei que fosse deslizar para o corporativismo e para o politicamente correto. Não, falou o óbvio. O doutor era gênio. Raí era esforçado. Ainda prefiro que o Flamengo ganhe – apesar de o rubro-negro ser o protagonista de um dos dias mais tristes da minha infância quando meteu três a zero no Santos no Maracanã na final de 1983. Antes eu preferia que o Murici – Nelson Rodrigues dos técnicos – ganhasse. Antes ele do que o São Paulo ganhar pela quarta vez. Mas depois dessa entrevista do Ricardo Gomes comecei a não achar tão trágico assim se o São Paulo ganhar de novo – e acho difícil não ganhar. ### Fico sabendo pelo Jotabê Medeiros que a banda do Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones – Cooked Vultures – vem para cá no ano que vem. Não ouvi ainda, mas está no topo da lista. Tem entrevistas legais com os três na Rolling Stone desse mês. Gosto muito do DG, baterista que bate “forte e colocado”, a la Edu Batistella. JPJ é um puta baixista. Ouvi muito Led Zeppelin. Tenho até uma piadinha carinhosa que diz que se algumas músicas da banda tivessem uns 4 minutos a menos seriam perfeitas. Quanto ao JH, já falei, né? Sou fã. ### Falando em música, IMPERDÍVEL isto aqui: Clemente Convida Paulinho “Patife Band” Barnabé e Jão, do Ratos de Porão (25/11, quarta, às 21h). Faz parte do projeto “Lira dos 30 anos” – vai ter show do Arrigo também – no Sesc Consolação. ### E ele está entre nós. Assim como o Luís Fernando Veríssimo, adoro lembrar a cena, quando a mãe do Woody Allen, em Annie Hall, impaciente com sua angústia precoce, pergunta: “Mas o que você tem a ver com o universo?”.



Escrito por marcelo montenegro às 09h23
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